Ruta 3

Ruta 3
Chegando em Ushuaia a Cordilheira se apresenta

sábado, 3 de março de 2012

Viajando na viagem

Definitivamente viajar para o deserto e pelo deserto do Atacama não é um bicho de sete cabeças. As estradas são boas, o clima é bom, e as paisagens pagam todas as despesas....
Em muitos lugares inclusive no chile, nossa moeda o Real, era bem aceita. Constatamos que fazer cambio nas aduanas era um bom negócio. Na aduana de São Borja por exemplo, compramos pesos argentinos no cambio de 0,40 de real para cada peso argentino. Em Curitiba pagamos 0,51 centavos.
O atendimento ao viajante nas estradas, deixa um pouco a desejar comparando-se ao Brasil. Durante o dia, fazíamos lanches rápidos oferecidos nos postos de combustiveis, mas isto nem sempre era uma "brastemp". Algo que ajuda e muito, é levar lanchinhos e água pois, no caso de imprevistos isto pode ser de grande valia.
Ressaltamos também que qualquer carro pode percorrer o trajeto, cuidar com a autonomia e também com o aquecimento durante a subida do altiplano.
Alguns valores relevantes para uma viagem de 9200 Km percorrendo o Chile e Argentina, saindo do Brasil por São Borja e retornando por Foz:
Pedagios - R$ 252,00 (desses 139,00 só no Brasil)
Combustivel - R$ 2.278,00 - diesel fazendo uma média de 10 km/litro.

Por se tratar de um deserto, você não viaja só. Aliás havia muito movimento nas estradas e isso não nos atrapalhava. Principalmente na regiao árida e desértica do Atacama encontramos muitos caminhões, movimento de mineradoras além de turistas. Interessante traçarmos um comparativo à Patagonia - e ao seu deserto também: a solidão naquelas bandas é mais presente e mais intensa. Essa solidão não percebemos no Atacama.
Uma coisa muito legal e diriamos até imperdível (alías tem tantas coisas imperdíveis), é fazer o trajeto para o Atacama beirando o Oceano Pacifico no Chile. Perca um tempo parando o carro, andando nas pedras, molhando os pés na água gelada, "catando" conchinhas, contemplando a beleza do lugar e abastecendo o espirito com tudo isso. Melhor fazer na parte da tarde, pois de manhã a pressão do ar é tanta que as nuvens chegam "a tocar" a costa e desta forma o horizonte fica como que nublado, o tempo "fechado" e sem sol diariamente. O fato das nuvens não "subirem" e não haver precipitação de chuvas, explica termos a existência do deserto à beira do oceano.
Diversidades de um deserto que deixou saudades.....
Abs
Adv-Way

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Projeto Antartica

Deixamos aqui nossos sentimentos pelo acontecido com nossa base de pesquisas na Antartica.
Há dois anos em Punta Arenas, tivemos a sorte de conhecer alguns marinheiros que fazem a ligação do Brasil com a base Comandante Ferraz, atraves dos navios de pesquisa Ari Rongel e Maximiano. Pudemos aprender com eles sobre os trabalhos realizados na Antartica, o dia a dia da tripulaçao, conhecer a carta nautica do Drake, seus desafios em terras geladas, e a dor da distancia das familias. Naquele momento experimentamos a sensação de orgulho por ser brasileiro e por nosso pais estar presente em missão tão importante.
Nossas lembranças, nossa oração, nossa torcida para que de alguma forma toda dedicaçao e todo trabalho não se perca, não tenha sido em vão!
Abs
Adv Way


Almoço deliciosamente brasileiro em àguas chilenas.


com parte da tripulação no interior do navio, alguns estavam em serviço


Equipamento utilizado na dessalinização da àgua a ser utilizada pela tripulação. O produto final era chamado por eles de "Àgua de Gó"


foto cedida pela tripulação: Navio Ari Rongel na Antartica



-Interior do navio: Neste armário estão guardadas as roupas que garantem sobrevida à tripulação caso tenham que abandonar o navio. Em condições normais, sem roupas especiais, eles não sobreviveriam mais do que 5 minutos nas àguas geladas da Antártica.